Esta carta é para ti

Esta carta é para ti,

Que acreditas num mundo melhor. Esta carta é para ti, que continuas a investir no mundo, como se algo (também) teu se tratasse! Esta carta é para ti, que continuas a lutar! Esta carta é para ti, que não desistes!
Esta carta é também para ti, que consegues ver além, que acreditas num mundo mais justo, é para ti que aceitas a mudança e compreendes que os outros podem ser diferentes. É para ti que transportas aquelas ideias que todos chamam utópicas para o dia-a-dia, mostrando ao mundo que funcionam, se nos respeitarmos e investirmos uns nos outros, se formos compassivos.
Esta carta é para ti que arriscas, que não tens medo da mudança nem da morte, porque deste o teu máximo enquanto pudeste. É para ti que vês um mundo diverso, rico e cheio de surpresas além do McDonald’s e da Coca-Cola. É para ti que aceitas todos como normais, mesmo que não comam de garfo e faca ou não tenham ido à escola.
Esta carta é para ti que continuas a encarar a guerra do dia-a-dia com um sorriso, porque no fundo não somos nada quando nos queixamos. Esta carta também é para ti que não lamentas nem vives o pânico, simplesmente ages. É para ti que arriscas a tua vida e liberdade por algo maior, pelos outros.
Esta carta é para ti que amas sem motivo, que partilhas e no fundo nem realmente estás a lutar, porque essa é a tua essência. Esta carta é para ti que não perdes nem ganhas quando salvas o mundo, mesmo que a pouco e pouco, porque essa é a tua essência!
Esta carta é para todos aqueles que dão sem sentir que estão a dar, em vez de apenas tirar.
Esta carta é para todos aqueles que nos servem de inspiração e que nos ajudam a tentar marcar também a diferença. Não é nenhum agradecimento. É uma homenagem, um elogio e uma forma de mostrar que os nossos corações batem.

Isso dá-nos força e a pouco e pouco muda-nos a vida!

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um cego a guiar outro cego

Por vezes, parece que fazemos coisas bonitas,

falamos sobre o que realmente é melhor,

falamos de libertação.

Agimos aqui e ali, espalhamos ideias e palavras.

Mas acabamos por nunca nos libertarmos de nós próprios.

Parece que fazemos todas essas coisas por nós,

apenas para aliviar da guerra que vivemos no dia-a-dia.

Falamos porque não temos coragem de nos soltar.

Tentamos salvar outros, quando nem a nós próprios conseguimos salvar,

como um cego a guiar outro cego.


como se morrer de cancro numa cidade fosse muito saudável

evergreen_by_blemish_pt